Veja avaliação da FAEP sobre o PAP 2015/16

Aumento para 8,75% dos juros do crédito rural custará R$ 1,8 bilhão aos produtores

O governo federal aumentou os juros controlados do crédito rural, que passaram de 6,5% para 8,75%. O anúncio foi realizado durante o lançamento do Plano Agrícola e Pecuário PAP 2015/16, ocorrido em Brasília, nesta terça-feira (02/06). A FAEP defendia a manutenção das taxas de juros e o aumento de recursos com juros controlados.

Demonstrando que o agronegócio é importante para o país, o governo aumentou em 20% do volume de recursos total destinado à financiar a agricultura de R$ 156 bilhões para R$ 187,7 bilhões, embora boa parte desse aumento seja de recursos com juros livres de mercado para custeio da ordem de R$ 53 bilhões, que variam de cliente para cliente e podem chegar até a 21%, taxa onerosa demais para a agricultura.
Para o custeio com juros controlados de 8,75% (empresarial) e de 7,75% no Pronamp (médios produtores), o volume de recursos de R$ 94,5 bilhões representa aumento nominal de 7,5% em comparação com o período anterior (R$ 88,9 bilhões). Porém, o valor não cobre o aumento médio estimado de 15% nos custos de produção. Pelos cálculos de aumento dos custos de produção (15%), seriam necessários R$ 102,2 bilhões em custeio controlado na safra 2015/16 para igualar a programação de recursos da safra passada.
Entre os principais itens dos custos de produção que tiveram elevação em relação à safra passada, o câmbio influenciou o aumento nos custos de insumos importados, como por exemplo, os fertilizantes, que chegaram a ter aumento de 30%. Já o óleo diesel teve aumento de 10,9%, defensivos 5%, mão de obra entre 10% a 12% e a energia elétrica 67,1%, ao passo que a soja, o milho e o trigo têm acumulado perdas nos preços internacionais e no mercado interno.
A taxa de juros maior para a safra 2015/16 irá encarecer as operações de crédito e os produtores desembolsarão pagamento extra de juros de R$ 1,8 bilhão em relação à safra passada, isso sem considerar o uso de recursos com taxas livres de mercado, que também estão maiores em relação ao ano passado.

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